Psicoterapia de grupo
O objetivo da psicoterapia de grupo-analítica, segundo Ribeiro (1981), é propiciar aos pacientes a comunicação livre, espontânea e em profundidade, sendo o objetivo da terapia a rede de comunicação. Na terapia de grupo os pacientes devem ser participantes ativos, em oposição ao caráter passivo, receptivo do tratamento tradicional.
O terapeuta deve assumir uma atitude receptiva, passiva, flexível, não- diretiva, não- didática, não reagindo em base a motivos pessoais.
De acordo com a teoria de Foulk, citado em Ribeiro, as finalidades da situação terapêutica são as seguintes:
1- “Promover um livre e espontâneo desenvolvimento de relações e comunicações entre os diversos participantes;
2- Permitir ao conflito patogênico repetir-se no contexto do grupo de modo que possa submeter-se ao sistema de valores reconhecidos pelo grupo e vice- versa e que tal sistema possa ser confrontado com o conflito que o provoca;
3- Desenvolver paralelamente a este processo, que uma vez iniciado, se mantém por si mesmo, um alto grau de compreensão profunda.” (Ribeiro,1981:54).
Segundo Ribeiro, o grupo vive na situação aqui e agora, e essa atitude é que impede a neurose de transferência, pois as pessoas estão voltadas para a situação presente e não em buscas eternas do passado, que é o que ocorre na situação psicanalítica a dois.
O analista deve cuidar com a contratransferência, deve analisar tudo que acontece, no que diz respeito a manifestações contratransferênciais. Qualquer que seja a atitude do paciente ou do grupo, não deve reagir ou agir de modo pessoal, seja uma atitude de ódio ou de amor, de idealização ou de desvalorização.
O autor diz que a pessoa que procura tratamento procura sua própria mudança. A mudança em um tratamento mostra que há algo nele que não está bem, que tem necessidade de um melhor autoconhecimento, de uma melhor percepção de suas emoções, sentimentos e do modo como conduz sua vida. No entanto, essa mudança mesmo sendo procurada, causa muito medo no paciente.
Durante o tratamento podem ocorrer mudanças bruscas ou repentinas que podem ser resistências a verdadeira mudança, sendo as mudanças citadas muitas vezes superficiais e passageiras, pois não foram devidamente trabalhadas e interpretadas.
Ribeiro afirma que o grupo passa por três períodos distintos, no decorrer da terapia.
A primeiro é a fase da tomada de posição e conscientização do processo. É a fase em que o grupo percebe que o terapeuta não pode ser visto como quem sabe tudo, aquele que cura e que dará as normas de como comportar-se. Sendo assim, cada um mostrará apenas o seu eu essencial ao grupo. O terapeuta deve mostrar que cada um deve caminha com seus próprios pés.
A segunda fase é a intermediária ou de integração. Nesta fase o grupo se converte realmente em um grupo, deixa de centrar tudo no terapeuta e preocupam-se em si mesmos. Todos já se conhecem e há uma confiança recíproca e profunda.
Sendo o último período, a fase final ou de encontro com a realidade. Nesta fase deve ocorrer o encerramento de modo gradual. Ao final o terapeuta deve ser mais ativo, presente, para preparar o participante para deixar a situação protetora do grupo e se integrarem na vida real.
Segundo Fagan (1975), a meta do terapeuta de grupo é propiciar a interação, comunicar as interpretações pessoais e interpessoais, e facilitar as explorações verbais. A partir disto os membros do grupo poderão explorar seus sentimentos comportamentos e pensamentos, assim como, compreender sua dinâmica histórica atual.
De acordo com a teoria psicanalítica a pessoa que adoece é incapaz de perceber e fazer escolhas realistas. A pessoa distorce a realidade atual por ter na sua infância ter feito distorções, ocorrendo então fixações perceptuais, emocionais e cognitivas. A terapia visa melhorar a percepção e o ajustamento à realidade.
O terapeuta deve considerar as defesa do paciente que o impede de mudar, pois estas lhe dão uma certa pseudo- segurança.. O paciente só consiguirá libertar-se de suas defesas, quando conseguir integrar seu ego, e perceber que o mundo provoca certas inseguranças realistas que podem ser superadas.
O que difere a terapia de grupo para a individual é que nesta o paciente transfere para uma única pessoa, suas relações da infância. Já na terapia de grupo essas transferências são múltiplas, pois dispõe de várias pessoas.
Conforme diz Fagan, o analista de grupos poderá estimular a interação com seu silêncio, com perguntas, comentários e interpretações. Pode trabalhar acontecimentos atuais, assim como, o passado da vida do paciente.
O analista deve provocar que o grupo conte seus sonhos e fantasias e faça associações e sentimentos mútuos. Pode trabalhar com interpretações individuais, assim como intervenções ao grupo como um todo.
A verbalização é a comunicação e a que propicia a interação do grupo, segundo a teoria psicanalítica.
Na psicanálise, a cura acontece quando as partes dissociadas do mundo perceptual, emocional e cognitivo do paciente são integradas. Isso acontece quando na análise de grupo ocorre as “experiências emocionais corretivas”, entre os pacientes, assim como, entre estes e o terapeuta.
Conforme diz Fagan, o paciente vai verbalizando sua biografia e conflitos passados e presentes, vai reexperimentando sentimentos passados na constelação pseudofamiliar do seu grupo terapêutico.
Faz parte do processo curativo, da terapia psicanalítica a tríade:
1) Análise e redução das defesas arcaicas;
2)Experiência e interpretação das ilusões da transferência;
3)Experiência emocional corretiva, dentro de um grupo auto- revelador de outros pacientes.
A Terapia Experencial em Grupos
O terapeuta experiencial também se preocupa em promover a interação e a livre comunicação, entretanto seu interesse não é nas ligações e interpretações psicodinâmicas e sim, no comportamento e sentimentos imediatos. O grupo é encorajado a declarar tudo que pensam e sentem, e a meta principal é “ (…) a aceitação da existência na fluidez da vida, com suas dores e prazeres, e na ambiguidade da existência em face da morte.” (Fagan:185)
Assim como na psicanálise, o experiencialista evita o contato social com seus pacientes. Quanto mais o terapeuta experiencialista estiver em contato com o mundo e consigo próprio, melhores serão suas ofertas, pois será mais intuitivo e criativo para reagir a seus pacientes.
A ênfase de uma terapia experiencial é sobre a singulariedade e espontaneidade do indivíduo em interação grupal. Na gestalt-terapia em grupo, o sonho é visto como a principal recuperação e progresso, contudo a técnica para trabalhar os sonhos é experiencial e não analítica.
Os principais conceitos utilizados nesta abordagem terapêutica é a evitação e negócio inacabado. O negócio inacabado inclui emoções, eventos, recordações, que se demoram inespressados na pessoa organísmica. A evitação é o meio pela qual a pessoa se mantém distante do negócio inacabado. Através da evitação a pessoa se mantém longe de sentimentos que deveriam ser sentidos para que ela pudesse realmente saber o que se passa com ela.
O trabalho com esses dois conceitos tem o objetivo de fazer o paciente ter plena responsabilidade por aquilo que ele é. Para isso o terapeuta proibe nas sessões palavras como: se e mas e as substitui por e; não posso por não quero e sinto-me culpado por ressinto-me de.
REFERÊNCIA:
OSÓRIO, L. C. Grupoterapia Hoje. Porto Alegre: Artes Médicas, 1986.


ola preciso muito da ajuda de vcs estou passando por uma fase emocional muito grande estou entrando em depreçao ,me ajude por favor
quero fazer parte do grupo de vcs ,e confio interamente noproficionalismo de vcs